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Em meus anos de trabalho tem um perfil que eu aprendi a valorizar, os Resolvedores de Problemas, ele é aquele profissional que, quando tudo parece travado, encontra um caminho, quando ninguém sabe o que fazer, ele age, quando o problema parece não ter solução, ele encontra uma.

O comportamento de um Resolvedor de Problemas é diferente dos demais profissionais. Ele não fica preso à burocracia, ao jogo político ou às justificativas vazias. Seu foco está sempre na ação.

Mas quem são essas pessoas?

Como elas pensam?

Por que o ambiente ao redor delas, muitas vezes, se torna o maior obstáculo para seu próprio trabalho?

Nesse texto quero trazer alguns tópicos que fiquei pensando sobre essa turma resolveldora :

     1. Quais são as principais Características
  • Agilidade mental – Essa turma conecta informações rapidamente e enxerga padrões que outros não veem;
  • Resiliência - Não se abalam diante de dificuldades e encaram problemas como desafios a serem superados;
  • Adaptabilidade - Se o caminho original não funciona, eles ajustam a rota sem perder tempo reclamando;
  • Objetividade - Não perdem tempo em discussões infrutíferas, focam no que precisa ser resolvido;
  • Capacidade de decisão - Sabem que, às vezes, uma decisão rápida é melhor do que uma solução perfeita e tardia;
  • Autonomia - Preferem agir a esperar que alguém lhe diga o que fazer.
     2. Como eles se comportam
  • Faz perguntas diretas e incisivas – São do tipo que não quer rodeios, quer a verdade nua e crua para entender o problema;
  • Toma iniciativa - Se ninguém faz, ele faz;
  • Confronta a realidade - Se algo está errado, ele aponta e busca resolver;
  • Incômodo com ineficiência - Processos travados, desperdício de tempo e retrabalho o irritam profundamente;
  • Não teme conflitos produtivos - Se precisar comprar uma briga para destravar algo, ele compra.
      3. O que os fez se moverem
  • Desafio - Resolver problemas complexos é o que o motiva. Quanto mais difícil, mais ele se engaja;
  • Impacto - Ele quer ver o resultado de seu trabalho. Nada o frustra mais do que perceber que seu esforço foi inútil;
  • Autonomia - Gosta de liberdade para agir. Se precisa de autorização para cada passo, sente-se preso;
  • Reconhecimento pelo valor entregue - Não precisa de bajulação, mas quer que seu trabalho seja valorizado.
    4. Os problemas que eles enfrentam
  • Pessoas que não querem resolver o problema - Há quem se beneficie do caos e prefira manter as coisas como estão;
  • Falta de informação - Muitas vezes, os dados necessários para a solução são escondidos ou simplesmente ignorados;
  • Resistência à mudança - Mesmo quando a solução está clara, há aqueles que insistem no status quo;
  • Burocracia excessiva - Processos engessados e regras absurdas que impedem que as soluções avancem;
  • E gocentrismo organizacional - Muitas empresas valorizam mais quem parece estar resolvendo do que quem realmente resolve.
    5. Que tipo de perfil tem esse profissional
  • Estrategista - Enxerga o problema de forma ampla e monta um plano detalhado;
  • Executor - Não perde tempo, age rapidamente e ajusta a rota conforme necessário;
  • Investigador - Busca todas as informações disponíveis antes de tomar uma decisão;
  • Diplomata - Consegue convencer os envolvidos a colaborarem para encontrar a solução.
    6. Como identificar esse tipo de pessoa
  • São naturalmente curiosos e fazem perguntas inteligentes;
  • Não aceitam um “sempre foi assim” como resposta;
  • Demonstram uma inquietação produtiva diante de problemas;
  • Têm um histórico de resolver questões que ninguém mais quis encarar.
    7. Você perceberá que está diante de um Resolvedor de Problemas quando...
  • Em poucos minutos, já identificou os principais pontos críticos de um problema;
  • Faz perguntas que ninguém mais fez;
  • Não perde tempo com reuniões inúteis e quer ir direto ao ponto;
  • Parece incomodado com explicações vagas e subjetivas;
  • Tem um histórico de transformar situações difíceis em oportunidades.
    8. Os Principais incômodos que esse profissional encontra
  1. A turma que não quer resolver o problema - Muitas vezes, o problema gera poder, influência ou até ganhos financeiros para algumas pessoas dentro da organização. Elas preferem manter a situação como está;
  2. Falta de transparência e dados ocultos - Informações são escondidas, manipuladas ou simplesmente negligenciadas, o que dificulta encontrar a solução correta;
  3. Os não colaborativos - O Resolvedor de Problemas precisa de envolvimento das pessoas certas, mas muitas vezes encontra resistência, falta de comprometimento ou até boicote;
  4. Cultura do 'Vamos ver isso depois' - Empresas e equipes que empurram problemas com a barriga são um pesadelo para esse profissional. Ele quer agir agora, mas encontra um ambiente que prefere postergar;
  5. Síndrome do Herói - Muitas organizações preferem premiar quem apaga incêndios do que quem evita que o fogo comece. Isso desmotiva os verdadeiros Resolvedores de Problemas, que atuam de forma estratégica e preventiva.

Os Resolvedores de Problemas são peças-chave em qualquer ambiente organizacional. São eles que destravam processos, eliminam gargalos e garantem que as coisas avancem, no entanto, muitas vezes, enfrentam um ambiente hostil, onde a resistência à mudança, a falta de transparência e a cultura do comodismo dificultam seu trabalho, testando o tempo todo sua paciência.

Se sua empresa tem um Resolvedor de Problemas, valorize-o, pois ele pode ser a diferença entre um negócio que prospera e um que fica estagnado.
Se você é um Resolvedor de Problemas, saiba que sua habilidade é rara e extremamente valiosa, mas esteja ciente de que seu maior desafio não será o problema em si, mas as pessoas que vivem dele.
Por Fabian Seabra 10 de fevereiro de 2022
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